Bioativos na cosmética | Especies

Bioativos na cosmética

Publicado: 12/09/2019

Você já ouviu falar em fitoterapia? Nada mais é do que o estudo das plantas medicinais e suas diversas aplicações na saúde humana. Mas de todas o reino vegetal que conhecemos, apenas algumas plantas podem ser classificadas como medicinal. Mas afinal, qual a grande diferença entre elas?

Você já ouviu falar em fitoterapia? Nada mais é do que o estudo das plantas medicinais e suas diversas aplicações na saúde humana. Mas de todas o reino vegetal que conhecemos, apenas algumas plantas podem ser classificadas como medicinal. Mas afinal, qual a grande diferença entre elas?

Para começar, vale a pena recordar que as plantas também são seres vivos e, portanto, possuem metabolismo (que é o que permite que as plantas cresçam, se desenvolvam, se reproduzam, etc.). Algumas plantas mais "evoluídas" além de possuírem esse metabolismo primário, possuem também o secundário: que é um sistema inteligente que algumas delas desenvolveram para aumentar sua chance de sobrevivência. E dentro desses metabólicos secundários encontramos uma das maiores riquezas naturais da medicina: os bioativos.

Dentre esses princípios ativos encontramos os óleos essenciais, mucilagens, flavonoides, ácidos orgânicos, glicosídeos, saponinas e outros elementos. Esses compostos são feitos no metabolismo da planta muitas vezes para espantar insetos herbívoros, atrair polinizadores e até se comunicar com outras plantas de mesma espécie.

Esses ativos vegetais são extraídos de diversas formas, por maceração, prensagem, por associação a algum solvente, na forma de infusões, etc. E para cada planta e cada bioativo existe uma forma adequada de se extrair a substância desejada. É importante dizer que é necessário um estudo aprofundado sobre a forma de extração correta e também sobre a planta em questão, pois alguns ativos podem ser tóxicos em determinadas proporções.


E como esses ativos podem ser benéficos para nossa pele?

Através do cosméticos de uso tópico conseguimos colocar em contato os bioativos das plantas com a superfície da nossa pele, e dependendo do grau de penetração e tamanho das moléculas, algumas plantas conseguem tratar até camadas mais profundas da pele, sem a necessidade de uma aplicação mais invasiva. Dentre as ações desses princípios se destacam suas ações:

Antioxidantes: Algumas substâncias como a vitamina C, vitamina A, vitamina E estão presentes em extratos vegetais, como extrato de acerola, chá verde, etc. são capazes de reagir com os radicais livres impedindo que eles reajam e agridam as células da pele. Evitando um estresse oxidativo que estimula o envelhecimento precoce da pele e a degradação celular.

Renovação cutânea: Alguns ativos estimulam a regeneração celular e a renovação epidérmica. Estimulam também células específicas como os fibroblastos, aumentando o teor de colágeno e elastina na pele. Consequentemente, diminuindo a flacidez e reduzindo o aparecimento de rugas e linha finas. Exemplo: Vitamina B5 (ou pantenol).

Hidratantes e emolientes: Peles secas e desidratadas tem dificuldade em repor os lipídios necessários para proteção da pele, e por isso tornam-se quebradiças, rígidas e sensíveis. Algumas plantas ajudam a imitar essa camada hidro lipídica, impedindo a evaporação da água e mantendo a pele umedecida. Um bom exemplo é a mucilagem da babosa, que cria uma barreira impermeabilizante, protetora e altamente hidratante para pele.

Anti acne: A acne é uma desordem causada por diversos fatores (alimentares, genéticos, hormonais, etc.) e geralmente se manifesta por uma produção exagerada de sebo, uma hiper queratinização dos folículos que leva ao aparecimento de comedões e a inflamação das glândulas. As plantas, nesse caso, agem reduzindo a proliferação de bactérias e fungos, reduzindo a obstrução dos poros e controlando a produção de sebo na pele. * Vale lembrar que em alguns casos mais graves, é necessário um tratamento hormonal e sistêmico como principal tratamento para a acne, sendo a fitoterapia apenas uma auxiliadora.

Dentre outras funções, existem estudos que apontam a ação desses bioativos vegetais na cicatrização de ulceras e ferimentos no geral, no alivio de dores, na redução de manchas, no controle da transpiração excessiva, entre outros.


Saiba mais:

https://sapientia.ualg.pt/bitstream/10400.1/8202/1/tesea22566.pdf

https://br.blastingnews.com/ciencia-saude/2015/02/bioativos-na-saude-e-estetica-da-pele-00266245.html

Fonte externa: Palestra de Gabi Pastro - Fitoterapia: Entendendo as Plantas Medicinais e suas Formas de Usos


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