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A Espécies nasceu no meio de 2017, quando eu (Mayara) decidi parar de comer carne. Pensar sobre a exploração e os maus tratos animais sempre me causou um enorme desconforto, mas eu tive um longo processo até conseguir virar a chavinha e entender que eu poderia fazer algo a respeito, começando com meus próprios hábitos. Quando eu comecei a Espécies eu sabia pouca coisa sobre empreendedorismo e só tinha clareza de dois objetivos: eu queria oferecer ao mundo mais opções de produtos veganos e queria que eles fosse acessíveis e populares, eu nunca quis ter uma marca elitizada ou exclusiva.

Com pouca grana e sem muita estrutura, meu primeiro modelo de negócio era totalmente diferente do que é hoje. Eu comecei vendendo produtos naturais (principalmente alimentos) pelo Mercado Livre, vendia linhaça, chia, sal rosa e também: argila. Ia semanalmente de metrô comprar os produtos e então anunciava eles pela internet. Até que um produto começou a se destacar demais e virou meu produto estrela: a argila! Ela começou a vender tanto que muitas vezes eu tinha que ir comprar mais de uma vez durante a semana e voltar com quilos e quilos de argila nos braços, até que finalmente eu fiz minha primeira compra com um fornecedor. De uma vez só, comprei mais de 100 kgs de argila, consegue imaginar como ficou minha casa? hahaha.



Pode parecer besteira, mas naquela época eu não tinha muito capital de giro (eu nem sabia o que capital de giro significava), então quando eu vi aquela pilha de argila na minha casa e pensei no investimento que eu tinha acabado de fazer, me bateu um desespero! - E se eu não conseguisse vender tudo aquilo? Onde eu ia colocar tanta argila? De onde eu ia tirar dinheiro? Foi então que eu fui atrás de descobrir outros usos para a argila e criei meu segundo produto: os sabonetes de argila. Os sabonetes também venderam super bem e então eu decidi deixar os alimentos de lado e focar nos cosméticos. Fui atrás de cursos, apostilas, estudei muito e aprendi a fazer hidratantes, tônicos, séruns, máscaras faciais, esfoliantes, cremes, etc. etc.

Além de aprender sobre cosméticos, eu fui aprendendo outras formas de vender e anunciar meus produtos e também de me posicionar cada vez mais na internet. Tive ajuda de movimentos feministas, movimentos veganos, fiz parcerias com pessoas incríveis, fiz doação e apoiei com o lucro da Espécies santuários, ONGs e outras instituições de proteção animal e cresci demais em cerca de um ano e meio. Em cerca de 18 meses, a minha empresa cresceu 16 vezes em faturamento e me permitiu sair da casa dos meus pais e alugar uma casa com um escritório separado para trabalhar.

Em Abril de 2018 então eu precisei dar mais um passo: regulamentar toda a minha produção e adequar todos meus produtos nas normas da Anvisa. Eu fui atrás de informação para abrir um laboratório para poder trabalhar, fiz algumas consultorias com pessoas da área e descobri que esse projeto ainda estava fora do meu alcance, o custo era muito alto. A segunda opção era encontrar uma fábrica parceira que produzisse para mim. Depois de muita busca, eu encontrei uma que atendia minha expectativas. Mas tinha um problema: qualquer fábrica terceirista exige uma quantidade mínima de algumas centenas de produto por lote, os custos e taxas da Anvisa também não são baratos e os impostos são mais caros ainda. Fiz meus cálculos e com o dinheiro que eu tinha juntado eu conseguiria fazer apenas cinco produtos. Fiz uma pesquisa super abrangente com meus clientes e então, em cocriação com eles, lancei a Linha Plural, com cinco produtos incríveis para uma rotina completa de beleza: um sérum hidratante, um tônico remineralizante, um creme demaquilante, uma máscara facial de argila dourada e uma goma esfoliante.